Categoria Saudade.
1º Lugar
Regina Steurer
“A gente pode tudo.”
Quando criança tinha medo até de balanço. Nunca dei cambalhota. Em parque de diversões só achava graça no trem fantasma. Nadar, nem pensar! Mas eu achava que dava para aprender, e até tentei uns cursos que só fizeram aumentar meu medo. Quando adulta, entendi o problema e resolvi seriamente aprender a nadar, mas ai veio um outro problema: a vergonha. Desisti! Mas cheguei aos quarenta e a vida recomeça. Foi depois dos quarenta que tive meus dois filhos. Medo, agente passa a ter é do real , de assalto ,PCC, seqüestro, corrupção. Mas medo de virar cambalhota, balançar, girar até ficar tonta e nadar? Esses a gente não tem mais. Ou se tem, enfrenta. E vergonha de bobagem também acaba.
Um dia, acompanhando meu filho pequenino na aula de natação- sim, porque filho meu sabe e gosta de nadar, cambalhotear, girar, montanharussar - me lembro que fui perguntar a Raquel se não havia uma coisa que eu pudesse fazer enquanto esperava, uma hidroginástica por exemplo, para não ficar ali à toa e aproveitar mais o tempo. Não tinha. “Mas por que não nadar?” – ela me perguntou. “Oras, porque eu não sei.” Lá dentro de mim eu pensava: não sei, nunca soube e jamais saberei.
A Raquel não me deu chance de dizer nada. Ela decidiu por mim que me ensinaria e ponto final. E me ensinou mesmo.Não se passou muito tempo e eu nadei. Sem medo e sem vergonha Lá em cima no mezanino da escola, um monte de gente me via fazendo aula, eu achava que estava abafando! Um dia até participei de um festival, eu e mais uma, as duas sozinhas naquela imensidão azul, sob os olhares de um mar de gente. Ganhei até medalha de bronze! Está lá, pendurada no meu quarto, a me mostrar que a gente pode tudo e que a vida recomeça a cada nova batalha vencida.
2º Lugar
Eliana Machado Ferreira
“O que devemos para a Raquel e nunca poderemos pagar”
Meus filhos José Bento e Juliana aprenderam a nadar na Raquel, acho que como a maioria da garotada da Granja. A Juliana, agora com 26 anos, tem desde os 7 um tempo no Quadro de Recordes, ainda não superado. Como a maioria dos pais da Granja, também nadei lá.
A escola tinha então, e tem hoje, uma diferença fundamental, a Raquel, que não é uma professora de natação. É uma educadora para a vida. Pelo tempo que passamos na piscina dela, escolhi apenas algumas ao acaso, exemplos do que a Raquel ensinou.
Seu estilo prende-e-solta é uma lição para o resto da vida dos pais. Ninguém sabe até quando segurar e nem quando soltar. Pois a Raquel nos ensina. Deveria patentear o seu conhecimento, engarrafar e vender, ficaria milionária. Nossos filhos, adultos, estão soltos. Atravessam o Atlântico Norte da vida , a salvo até agora dos icebergs, perigosamente presentes.
Uma vez em pleno inverno o aquecimento da piscina pifou, ninguém queria enfrentar aquela água gelada. A Raquel inventou um campeonato, dividiu a turminha em equipes, quem caia na água já ganhava pontos, quem completava uma chegada ganhava mais, isso durou o tempo que levou o conserto do equipamento. A folia era tão feliz que parecia verão.
Mas a maior de todas as lições é o sorriso da Raquel. A Raquel sorri luminoso, não importa qual o imenso problema ou qual a enorme dor que estejam rondando, aprendemos com a Raquel a encarar, se possivel com um sorriso, tudo o que a vida nos manda, porque daqui a pouco, amanhã, na semana que vem, vai passar, vem uma alegria e vai passar.
Hoje, quando o José Bento pega a Narinha, a maravilhosa netinha que ele nos deu, de pouco mais de dois anos, prende-e-solta na piscina, vemos o sorriso da Raquel.
E quando a Juliana coleciona medalhas de ouro nas competições de Masters, como campeã panamericana (2005) e brasileira (2006) e consegue, em agosto passado, ficar entre as 13 melhores do mundo, inclusive ex-atletas olímpicos, vemos o sorriso da Raquel.
O sorriso da Raquel é a melhor história da Raquel que eu tenho para contar.
3º Lugar
Luciana Paschoalino
“Sem título”
Imagine numa ensolarada tarde de verão, uma aconchegante casa com um belo jardim e uma maravilhosa piscina azul. Usufruindo desse paraíso, o meu tesouro mais precioso de apenas 1 ano de vida brincando no andador com a babá, e com a supervisão da avó... E como num piscar de olhos esse sonho quase virou um terrível pesadelo: ELE CAIU COM O ANDADOR NO FUNDO DA PISCINA, mas graças à agilidade da babá ele nem percebeu o perigo e até gostou do tombo, pois se refrescou na calorenta tarde. E eu...? Trabalhando no hospital em mais um agitado plantão ajudando a salvar vidas e, no entanto, quase perdi a vida mais importante para mim. Na primeira oportunidade conheci a Raquel e seu espaço, ela conquistou a minha confiança e montamos uma belíssima parceria. Afinal amor de mãe é incondicional e está diretamente relacionado aos cuidados, atenção, carinho e profissionalismo oferecidos pela equipe Raquel Natação. Hoje meu filho está com 8 anos de idade, dos quais compartilhou quase 5 anos com essa excepcional escola. Começou como marisco e agora, independente das importantes flâmulas, é o tubarão da casa. Ele não apenas aprendeu a nadar, mas também desenvolveu a disciplina, a concentração, a autoconfiança, a prática esportiva, a competitividade saudável e o bem estar - tudo isso aprendido com muito prazer. Por fim e com muitas saudades, só posso dizer: “PARABÉNS E OBRIGADO A RAQUEL E EQUIPE”
|
|
|