Categoria Adulto

1º Lugar:
Ana Vera Macedo

“Sem título”

Há muitos anos comecei a nadar na piscina da Raquel. “Porque persistia?”, me perguntava. E, enquanto nadava, refletia SOBRE OS PORQUÊS. O interessante é que as razões iam mudando conforme minha vida ia passando e as respostas eram verdadeiras para determinados momentos. Assim, foi nadando que elaborei provas, que estabeleci critérios, que ajustei algumas emoções e descarreguei algumas frustações, cobranças indevidas e também estabeleci relações entre fatos aparentemente desconexos. Foi nadando também que fui descobrindo aos poucos, lentamente, a alegria que este esporte proporciona. Dentre as alegrias vividas, uma delas está ligada, ao dia em que fui matricular meu neto. Que sentimento de continuidade, de transmissão para os pequenos daquilo que se tornou um prazer em minha vida. Houve momentos em que nadei absolutamente sozinha, sem sequer um companheiro na raia ao lado. Em outros, como agora, há muita vida, muita energia, muita alegria e empenho de nadadores, de diferentes idades, que estão em treinamento. Pela água, chegam muitas emoções que, por tabela, recebo e usufruo. Em todos estes anos há uma constante: a frase que, em pensamentos ou em voz alta. pronuncio ao final de cada aula: que delícia!!!


2º Lugar
Laura Palermo

“Minha amiga Raquel”

Mais ou menos pelos anos de 1980, minha sobrinha Miró, Miriam Barricelli, colocou seus filhos na natação. Eu, como boa tia, comparecia a todos eventos de competição.
Foi aí que conheci a Raquel. Passado alguns anos, minha filha Gisele, mudou para a Granja Viana, também colocou meus dois netos  - João Ricardo e Lucas  - na natação da Raquel.
Continuei comparecendo aos eventos, mas de vez em quando eu ia também às aulas.
Mais alguns anos, meu filho Walter também foi morar na Granja, e como não poderia deixar de ser, também colocou as suas meninas - Karen  e Karoline - na natação.  Isso há sete anos. Hoje, a Kamila, de um ano e meio, já está na Raquel.
Ao longo desses anos, eu olhava para a piscina e ficava com muita vontade de aprender a nadar, pois eu não sabia! Dizia para a Raquel “acho que vou vir para sua escola”. Ela falava “venha que eu mesma dou aula para você”. E eu não vinha. No fundo, no fundo, eu tinha medo. Um dia resolvi: “Raquel agora eu venho!” Ela me respondeu: “Laura, agora senti firmeza!”
E, eu vim!!! Duas vezes por semana, pegava a estrada e vinha – moro em São Paulo, Vila Mariana. Hoje, já faz um ano e meio, que venho toda semana. Já nado. Às vezes, até beijo as minhas netas embaixo da água. Como me faz bem!
Jamais poderia imaginar que, aos setenta anos, eu estaria nadando!
Obrigada minha professora, minha amiga RAQUEL, pela paciência, dedicação e carinho para comigo!


3º Lugar
Alcione Sampaio

“Sem título”

Conheci o litoral paulista em tenra idade, há muitas décadas atrás, no tempo em que o acesso era realizado, unicamente, pela Rodovia Anchieta. Foi uma experiência incrível, lembro até hoje de cada detalhe, o primeiro contato com a estrada em plena mata atlântica, a neblina litorânea e o cheiro do mar. Estava encantada com a descoberta e, ao chegar ao destino, fui levada quase imediatamente, por amigas mais velhas, à praia de São Vicente, aonde me puseram dentro d’água dizendo: “Olha ! Lá vem a onda, quando ela chegar, pula! pula! pula!!!” Fiquei confusa e sem que tivesse tempo de reagir, pensei: o que é onda? Como é que eu pulo? Como podem imaginar, não deu tempo. Não pulei e lá bebi toda a água salgada que podia, desmoronando quase todo o encanto. Assim, décadas se passaram sem que conseguisse encarar a água, dominá-la, enfrentá-la a contento. Era uma vida de contemplação ao nado alheio, sem coragem para enfrentar a água fosse salgada ou doce. Ai, cansada do trauma, da contemplação e seduzida pelas constantes propagandas da Raquel na mídia,  no “boca a boca”, resolvi enfrentar, matriculando-me na Raquel em janeiro de 2005. Confesso que não foi fácil, quase desisti, pensei que nunca conseguiria. Eu estava mais para âncora do que para sereia, como são chamadas as alunas da Raquel. Enfim, aprendi a nadar e constatei que a Raquel e sua equipe funcionam, eles fazem qualquer um nadar, até eu, uma ex-âncora viva. Realizei o sonho, aprendi a "domar" a temida água.

 

 

 
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